

Ação mobiliza 300 policiais do Deic e investiga crimes como ‘falso advogado’, golpe do INSS e ‘mão fantasma’
A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram nesta terça-feira (24) a Operação Fim da Fábula, que cumpre 53 mandados de prisão temporária contra investigados por envolvimento em esquemas de estelionato digital e lavagem de dinheiro.
Entre os principais alvos está o cantor MC Negão Original, nome artístico de João Vitor Ribeiro. Segundo a polícia, equipes estiveram em ao menos dois endereços ligados ao músico na região metropolitana, mas ele não foi localizado até o momento.
A defesa do artista afirmou não ter tido acesso aos autos do processo e declarou que o cantor é “pessoa idônea, com trajetória profissional consolidada”, sustentando que a inocência será comprovada.
Bloqueio de até R$ 100 milhões por conta
A pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a Justiça determinou o bloqueio judicial de até R$ 100 milhões em cada uma das 86 contas correntes de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista.
Além das prisões, estão sendo cumpridos 120 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Até o momento, ao menos 12 pessoas foram presas em território paulista.
Como funcionavam os golpes
Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), os crimes investigados incluem:
- Associação criminosa
- Estelionato por meio digital
- Lavagem de dinheiro, inclusive com uso de bets e fintechs
Entre os golpes atribuídos ao grupo estão:
Golpe do “falso advogado”
Criminosos se passavam por advogados e entravam em contato com clientes que tinham processos em andamento, solicitando transferências via Pix sob a justificativa de liberar supostos valores judiciais.
Golpe do INSS
Estelionatários fingiam ser funcionários da Previdência para obter dados pessoais e realizar saques indevidos.
“Mão fantasma”
Vítimas tinham celulares invadidos remotamente após clicarem em links maliciosos, permitindo movimentações bancárias fraudulentas.
A polícia também apura envolvimento com clonagem de cartões e falsas centrais telefônicas que utilizavam técnicas de engenharia social para enganar vítimas.
Suposto envolvimento do cantor
Em coletiva, investigadores afirmaram que o artista teria disponibilizado imóveis que funcionariam como base operacional para aplicação dos golpes. Nos locais, foram apreendidos notebooks e celulares, que passarão por perícia.
Relatórios do Coaf teriam identificado movimentações financeiras consideradas atípicas ligadas ao músico.
Segundo os investigadores, ele também é suspeito de promover uma plataforma de apostas supostamente irregular, que geraria prejuízos a seguidores.
Operação em várias cidades
Mandados são cumpridos em municípios como:
- São Paulo
- Guarulhos
- Santo André
- São Bernardo do Campo
- Praia Grande
- Mogi das Cruzes
- São José do Rio Preto
Além de Capitólio e Nova Lima (MG) e Brasília (DF).
Cerca de 300 policiais participam da operação, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp).
Estelionato em alta no país
De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 2 milhões de crimes de estelionato em 2024, pelo segundo ano consecutivo. O uso de celulares e engenharia social tem sido apontado como principal ferramenta para aplicação dos golpes.
A defesa de MC Negão Original afirma que todas as transações financeiras possuem origem lícita e que a regularidade será demonstrada após acesso integral à investigação.
As apurações seguem em andamento.
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