Marinha incorpora navio Mangaratiba para patrulhamento e apoio na região amazônica
Construído no Rio de Janeiro, navio terá sistemas nacionais de monitoramento e comunicação para atuar em áreas remotas

A Marinha incorporou o navio-patrulha Mangaratiba à sua frota em cerimônia realizada em 30 de outubro, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. A embarcação ficará sob responsabilidade do 4º Distrito Naval, sediado em Belém, no Pará.
O navio foi projetado para atividades de patrulhamento, busca e salvamento, apoio a populações isoladas e proteção de plataformas de petróleo e gás.
O Mangaratiba tem 54,2 metros de comprimento e deslocamento de aproximadamente 500 toneladas. Segundo as informações divulgadas, poderá operar em águas marítimas e fluviais.
A destinação ao distrito naval de Belém permitirá ampliar os meios disponíveis para operações em uma região marcada por grandes distâncias e dificuldades de acesso.
Tecnologia desenvolvida no Brasil
Entre os equipamentos está o Sistema de Comando e Controle Georreferenciado, o SisC2Geo, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas da Marinha. A ferramenta reúne informações de radares, sensores e sistemas de navegação, permitindo acompanhar o cenário operacional.
Outro recurso é a comunicação por satélite em Banda X, destinada a ampliar o alcance e a segurança das comunicações com os comandos da força.
Segundo a Marinha, o emprego do navio deverá alcançar a foz do Rio Amazonas e a Margem Equatorial. As atividades previstas incluem fiscalização, combate a ilícitos e proteção dos recursos naturais.
O Mangaratiba é o quarto navio da Classe Macaé. Sua incorporação integra o Programa de Obtenção de Navios-Patrulha, que prevê 11 embarcações.
A construção e a integração dos sistemas foram realizadas no Arsenal de Marinha. Na cerimônia, o desembarque dos profissionais envolvidos na obra e a entrada da primeira tripulação marcaram a passagem da fase de construção para a operação naval.
A instituição relacionou o projeto à preservação de conhecimentos técnicos e ao fortalecimento da capacidade nacional de construção de embarcações militares.